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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A Boneca Annabelle

Muito antes de o filme Invocação do Mal estrear nos cinemas, uma lenda sobre a boneca
Annabelle já circulava na internet, causando arrepios e deixando pessoas ao redor do
mundo sem conseguir fechar os olhos. Tudo começou em 1970, quando uma mãe
comprou um simples presente para a filha: uma boneca.
Donna, a presenteada, estava se graduando em enfermagem e morava junto de uma
amiga chamada Angie. Durante algum tempo, tudo esteve normal: Donna colocava
Annabelle sobre a cama todas as noites, encantada com o presente. Um dia, Angie e
Donna saíram. Quando voltaram, notaram algo diferente: Annabelle não estava no local
de costume, sobre a cama. Isso aconteceu várias vezes: a boneca era encontrada ora
sentada no sofá, com as pernas cruzadas, ora na sala de jantar, encostada em uma das
cadeiras. Decididamente, ter um brinquedo que se movia pela casa era o suficiente para
amedrontar duas universitárias. Contudo, as coisas não pararam por aí.
Annabelle “aprendeu” a escrever. Um mês após as estranhas movimentações da boneca,
Donna e Angie começaram a encontrar pedaços de pergaminho onde as palavras “Ajude-
nos” ou “Ajude Lou” estavam escritas numa caligrafia de criança. Certa noite, aconteceu a
gota d’água: Donna e Angie retornaram para casa e encontraram Annabelle não apenas
em um lugar diferente, mas com as mãos e o peito cheios de sangue. Apavoradas, as
colegas de quarto decidiram chamar uma médium para investigar a boneca. O que se
descobriu era que se tratava do espírito de uma garotinha que morara no local
anteriormente, Annabelle Higgins. Compadecida, Angie deu permissão para que ela
continuasse em casa.
Os estranhos acontecimentos apenas pioraram. Annabelle chegou a machucar um amigo
de Angie e Donna que costumava visitá-las. Sempre que tentavam livrar-se da boneca,
encontravam-na de novo em casa como se ela sequer tivesse saído de lá. Apenas quando
o casal Warren entrou em cena, como podemos observar no filme Invocação do Mal, os
três descobriram que a boneca não guardava o espírito de uma criança – e que um
demônio habitava a casa, enganara a todos e estava quase possuindo um deles.

Duas Faces

Você chegou em casa do treino. Está cansado, suado e precisa urgentemente de um
banho. Então você vai ao banheiro, tira a roupa e se joga embaixo do chuveiro.
Rapidamente o vidro do espelho e do boxe se embaça – até aí normal, certo? Certo.
Porém, aqui vai uma dica: se você começar a ouvir uma melodia estranha, baixinha e
lenta (e até mesmo tranquilizante), está na hora de ligar o alerta vermelho. Você pode
fazer qualquer coisa – cantar, gritar, dançar –, exceto tentar descobrir que diabo está
acontecendo. Afinal, é disso que se trata a creepypasta de Duas Faces.
Se você ouve a música e tenta ver o que está do outro lado do boxe, provavelmente verá
um vulto. Durante um segundo, você pode até pensar que se trata de sua mãe – será que
ela veio pegar a toalha de rosto pra lavar? Torça para não estar errado, pois, se você ver
o vulto, provavelmente passará a mão no boxe para desembaçar o vidro e ver que
realmente está ali…
E, provavelmente, no segundo seguinte, estará cara a cara com uma velha, cuja pele do
rosto estará descolando: ela sussurrará “duas faces” e, no instante seguinte… Tudo escuro.
Você terá desmaiado, sofrido choques térmicos ou paralisia facial. Tudo bem, em alguns
casos é reversível. Mas se o seu não for… Bem, sinto muito.
Se você passou pela experiência e está aqui para contar a história, não fique muito
animado. O que se diz sobre a velha que aparece é que ela foi atrás de você por um
único motivo: precisa de uma nova face. Se ela não conseguiu a sua de primeira, tentará
outras vezes. Não se admire se continuar a ouvir a melodia estranha sair pelo ralo de seu
banheiro, ou se ver o vulto da velha sempre que for escovar os dentes. Ela estará à
espreita até conseguir o que tanto quer.